DEPOIMENTOS EM TEXTO

No dia 14/03/2018 busquei atendimento no Centro Obstétrico do Hospital da PUC, encaminhada da minha cidade no interior, onde não há recursos, com a pressão alta e com um sangramento no nariz que insistia em não cessar!
Ao ser atendida, prontamente fui informada da situação, pré eclampsia grave, estava a partir daquele momento em observação total e monitoramento da minha filha! Após duas semanas, no dia 02/04/2018, com 28 semanas e 5 dias de gestação fui submetida a uma cesariana de urgência!
Alice nasceu com 700 gramas e 29 cm!
Após diversas lutas pela vida, ganhamos alta após 165 dias de UTI Neo Natal! Temos uma gratidão imensa a toda a equipe do centro obstétrico e principalmente pela Equipe da UTIN do Hospital São Lucas da PUC. Tenho a absoluta certeza que a Alice só está prestes a comemorar seu segundo ano de vida pois toda a equipe médica, equipe de enfermagem e fisioterapeutas não mediram esforços em dar todo o suporte, cuidado, atenção e carinho, necessários ao seu desenvolvimento! Apesar de todas as intercorrências, tínhamos a tranquilidade e certeza que nossas necessidades estavam amparadas!
Samanta Brentano

RELATO DE PACIENTE RAFAELA MIGUELLIS HÜBNER

O presente relato tem o intuito de comprovar os inúmeros benefícios que eu e minha filha recebemos no HOSPITAL SÃO LUCAS DE PORTO ALEGRE. 

Eu, Carmen Teresinha Miguellis Hubner, no ano de 1997, durante a minha segunda gestação, recebi o diagnóstico aos 6 meses de gestação, que minha filha apresentava um má formação no fechamento no tubo neural, conhecido como Mieleomeningocele e também estava com hidrocefalia. Foi uma situação muito grave, pois havia risco para ambas, mãe e filha.

Fui encaminhada à obstetrícia da PUC de Porto Alegre, onde fui recebida por uma excelente equipe de profissionais que me acolheram em um momento muito doloroso e decisivo.

No mês de setembro de 1997, fui internada para exames e adiantamento do parto, por indicação médica, devido à toda complexidade do diagnóstico, que exigia cuidados na OBSTERICIA, UTI NEO NATAL E DO SERVIÇO DE NEUROLOGIA.

O Dr Ney Arthur Azambuja, neurologista, de grande competência, renomado profissional e também professor da Universidade da PUC, assumiu o meu caso e se encarregou de todos detalhes para o nascimento da minha filha. 

O parto aconteceu em 12/9/97, com 28 semanas gestacionais, pré-matura, por cesariana. A excelente equipe do HOSPITAL SÃO LUCAS mostrou o maior exemplo de empatia e amor ao ser humano no nascimento da minha filha, chamada RAFAELA. 

Rafaela nasceu com 1985kg, 46cm, tendo apgar 8 (1º minuto) e 9(5º minuto). Chorou ao nascer e teve sua avaliação clínica. Recebeu exímios cuidados pela equipe de obstetrícia, médicas neonatais, pediatra e neurologista. Havia uma extensa e grave exposição da Mielomeningocele . 

Imediatamente foi encaminhada à UTI NEONATAL da PUC de PORTO ALEGRE devido à prematuridade. Rafaela foi avaliada e muito bem acolhida, pois era uma VIDA que chegava àquele local, inspirando cuidados extremos. Em seguida, foi encaminhada pelo Dr Ney Arthur Azambuja e sua equipe, ao bloco cirúrgico, para delicadíssima cirurgia neurológica para correção do fechamento do tubo neural. Trabalho minucioso que contou com profissionais de alto conceito e também equipamentos modernos e precisos para que tudo pudesse transcorrer bem. Afirmo que a PUC dispõe de alta tecnologia e faz um trabalho extremamente HUMANIZADOR, onde o PACIENTE vem em primeiro lugar. 

A Rafaela necessitou ficar internada na UTI NEONATAL por 30 dias, onde recebeu todos os cuidados e, além disso, recebeu AMOR pelos profissionais e funcionários que atuam nos mais diversos setores.  Neste período foi acompanhada por exames, avaliada e observada pelas equipes da UTI NEONATAL, fazendo uso de campânula, incubadora, berço aquecido e, sobretudo, de PESSOAS QUE SE IMPORTAM COM A VIDA DOS PACIENTES. 

Sempre tive alegria em receber os acadêmicos de medicina que chegavam à UTI NEONATAL para observar a evolução da Rafaela e conferir o conhecimento acadêmico com a realidade no prática, que serve de grande aprendizado além dos muros da universidade, proporcionando que sejam excelentes profissionais. 

Após receber alta, foi necessário que a Rafaela retornasse à PUC, devido ao crescimento do perímetro cefálico para colocação de válvula de derivação no cérebro, no setor de neurocirurgia, pois esta traria qualidade de vida, evitando sequelas e futuras complicações. 

Atualmente a Rafaela está com 22 anos, cursa faculdade de Nutrição e trabalha como auxiliar administrativo. 

 Faz acompanhamento com fisioterapia, tem mobilidade reduzida, cadeirante e sua deficiência faz dela uma pessoa EFICIENTE e comprometida consigo e com o outro. Tem PLENA autonomia e muita gratidão pelo milagre da vida que recebeu.

Tenho muita gratidão a Deus pelo comprometimento dos médicos, enfermeiras, anestesistas, técnicos de enfermagem, equipe de higienização, pois o HOSPITAL SÃO LUCAS DE PORTO ALEGRE oportunizou a mim e à Rafaela A EMPATIA E A VIVÊNCIA DE UMA GRANDE FAMILIA, LIGADA PELO AMOR E COMPROMISSO PELA VIDA, jurado perante Deus e perante os homens nas formaturas de cursos acadêmicos.

MINHA PETIÇÃO É: SEJAM SENSIVEIS, SALVEM VIDAS, OLHEM PARA O SER HUMANO, POIS ELE É CRIAÇÃO DE DEUS!

SALVEM AS VIDAS MANTENDO ABERTAS AS PORTAS DO HOSPITAL SÃO LUCAS DE PORTO ALEGRE NO SETOR DE OBSTETRICIA, PEDIATRIA, UTI NEONATAL E NEUROCIRURGIA. 

TENHO UMA HISTÓRIA REAL E QUE SÓ EXISTE POIS PUDE CONTAR COM O HOSPITAL SÃO LUCAS DE PORTO ALEGRE E ESTES INDISPENSÁVEIS SERVIÇOS.

Obrigada

CARMEN TERESINHA MIGUELLIS HÜBNER

Me chamo Bento,nasci em cachoeira do Sul no dia 8 de janeiro de 2018,e fui diagnosticado com sequência de Vacter,precisei ficar na UTI por 26 dias.logo que nasci precisei imediatamente de uma uti neo,pela vontade de Deus,consegui vaga no Hospital da PUC.Minha mãe fala que primeiro foi Deus que quis que eu ficasse com ela,e depois foram os cuidados perfeitos que a equipe neonatal da PUC tiveram comigo…Eu sou pequeno ainda,tenho só 2 aninhos,mas eu entendo que esses profissionais salvam muitas vidas,trabalham com o coração lá,e eu não gostei nada de saber que a UTI Neo e a Pediatra correm o risco de fechar….Por favor não deixem isso acontecer….

Me chamo Aline Trindade mãe do Anthony Victorio fui internada com 29 semanas de gestação na PUC para fazer duas transfusões sanguíneas no meu filho ainda no ventre com 33 semanas interrompendo para salvar ele dai foi direto pra uti não com dificuldades para respirar com o fígado do tamanho do abdômen na última de anemia amarelão e se não fosse a neo da PUC meu filho.Não estaria hoje completando 2 anos e vc doutora foi umas das dpoutoras que cuidou dele que agradeço muito .

Sou Kelly, nasci no HSLPUC, sou mãe da Yasline 6anos e do Vyctor de 5meses, ambos nasceram também no HSLPUC prematuros devido ao meu problema seríssimo de hipertensão. Os dois ficaram alguns dias na UTI pediátrica, mas sem complicações. A minha última gestação em 2019, onde tive pré- eclâmpsia, fiquei internada 42 dias, além das outras indas e vindas da emergência obstétrica, desde a 17 semana de gestação, onde fui muito bem atendida, por todas equipes, fui monitorada por uma equipe médica, incluindo nefrologistas, psicologia e o grupo do COM, por eu ter feito uma cirurgia bariátrica neste mesmo hospital. Tanto o C.O, quanto ao alojamento de internação, não tenho palavras para descrever minha gratidão pelo carinho e dedicação de todos profissionais que me cuidaram.
O atendimento desse hospital, não sentia diferença por fazer parte do SUS, uma excelência em atendimento. Obrigada por fazerem parte da minha história!

Nathi Cardoso
Esse é o Carlos Henrique, nascido dia 23.01.2019 no hospital São Lucas da Pucrs! Passou 113 dias internado na UTI neonatal, passando por muuitas intercorrências, mas nunca desistiram dele, Henrique ja quase foi a óbito por diversas vezes, e só não foi pq la tem médicos excelentes preparados para tudo! Fora o amor e o carinho que ele ganhava e ainda ganha dos medicos/residentes/infermeiros e técnicos do hospital! Com 8 meses, Henrique teve que voltar para o hospital, tendo que ir para a UTI pediátrica, onde de novo quase perdeu a vida por conta de um vírus danado, mas, que por sorte, na UTI pediátrica tbm tinha médicos MARAVILHOSOS que mais uma vez conseguiu salvar a vida dele. Eu não tenho palavras pra descrever a paixão que tenho por cada médico, por cada técnico/enfermeiros do hospital, a confiança que tive e ainda tenho neles é SURREAL! Hospital Maravilhoso, equipe médica de ambas UTI’s sem comentários de tão competentes e carinhosos com cada um paciente. Equipe da cirúrgica então, só tive agradecer por terem tomado todo cuidado do mundo na cirurgia que meu pequeno teve q fazer no coração com apenas 3 meses de vida.
Enfim, Henrique está com 1 ano e 1 e 2 meses hoje graças ao hospital que o acolheu com todo amor carinho e dedicação. Será uma enorme perda se as portas se fecharem, pois hospitais públicos como a Puc, não achamos mais em Porto alegre.

Aline Fagundes
Meu filho Gabriel nasceu no HSL da PUC com 28 semana no dia 22/03/2019 foi pra UTI Neu Natal é ficou 70 dias esse tempo que meu filho ficou no hospital fomos muito bem atendido pelos médicos e enfermeiro que tem um carinho enorme com nossos bebê e sempre nós dando um suporte é conforto então hoje posso dizer que meu filho está aqui junto com nós uma criança perfeita graças a Deus e a equipe maravilhosa que lutou por ele então HSLPUC muito obrigada pelo carinho não podemos deixar feixar mais uma área pediatra nossos pequenos precisão de cuidados .

Silvia Alves

  • apelo aos responsáveis pelo fechamento da maternidade *

Nasci no hospital sao Lucas da Puc prematuramente, continuei sendo atendida pelo mesmo até meus 18 anos quando engravidei do meu primeiro filho.
Tive todo acompanhamento médico de obstetrícia, e consegui levar minha gravides até as 34 semanas , Gustavo nasceu com 2.108 e 40cm ficou 12 dias internado na NEO e sempre foi muito bem cuidado pela equipe maravilhosa que tem lá!
Com meus 29 anos tive outra gestação, porém desta vez gemelar, cheguei nas 25 semanas de gestação sentindo muitas contrações , no qual fui ao hospital para ter certeza que tudo ficaria bem , porém meus bebês nasceram! Cheguei entrando em trabalho de parto e a maior jornada da minha vida , começava naquele momento !
Tive toda atenção e dedicação da equipe médica que estava de plantão , não me desampararam um minuto se quer , me sentia muito triste por estar passando por aquilo tudo , mas ao mesmo tempo feliz por me sentir tão em casa , por saber que estava no lugar certo e que aquelas pessoas se dedicavam a todo momento para me ajudar,
Meus bebês nasceram pesando menos de 1 kg cada um
Henrique pesando 950 gm e medindo 33 cm
E o Vicente pesando 930 gm e medindo 33 cm tbm.
A luta foi muito árdua , tinha dias que eu sentia que não ia conseguir vencer , mas a todo momento eu olhava para os lados e via aquelas pessoas ali , trabalhando e se doando tanto por aqueles bebês tão pequenos que estavam lá, muitos nem pais tem, pois são abandonados , mas independente de cor, tamanho , classe social , elas tratam todos da mesma maneira!
Infelizmente por consequência da vida um de meus bebês não resistiu, neste momento fiquei sem chão , mas ali continuava aquela equipe médica que não deixava eu desanimar e que lutava junto comigo pela vida do meu outro filho !
Depois de 65 dias meu bebe teve alta , consegui levá-lo pra casa em meus braços !
E quem estava lá pra aplaudir ? Todas aquelas pessoas responsáveis pela nossa vitória !!!
Eu nunca imaginei que seria tão bem atendida pelo sus, a equipe que disponibilizam para o atendimento da uti neo natal e maravilhosa de se ver , os bebês tem técnicas de enfermagem o tempo todo em cima deles para dar toda atenção , fisioterapeutas para ajudar todos os dias , enfermeiras sempre atentas e dispostas a ajudar e fora a equipe médica maravilhosa que sempre esteve ali juntinho da gente sempre cuidando de tudo !
Infelizmente agora estou vendo que querem fechar a maternidade do hospital, isso me causa muito medo , pois se perdermos está maternidade que trabalha tão bem em prol da humanidade o que será de nós quando precisarmos de um atendimento de qualidade ?
Está e minha história de vida com o hospital são Lucas da Puc , e peço encarecidamente pra quem tenha alguma história lá , que conte também ! Não podemos ver esta decisão e ficar de braços fechados ! A puc ajudou muitas pessoa como a mim , e ainda tem muitas histórias ainda por vir !

Milena Lima

No dia 18/7, cheguei ao Hospital da Puc, com gestação gemelar de 27 semanas, onde fomos atendidos na emergência obstétrica, fui internada e no outro dia minhas meninas nasceram, Isabela e Sofia, prematuras extremas, após nascimento iniciou nossa luta diária, foram 75 dias de Neo, dias de medo, de angustia e muitos cuidados, elas precisavam apreender a viver e graças aos excelentes profissionais e a NEO DA PUC, elas venceram e hoje tem muita saúde, além dos cuidados médicos, recebemos muito carinho e amor de de todos e profissionais envolvidos.
A pediatria da PUC tornou-se referencia para nós em qualquer atendimento necessário para nossas pequenas.
Serviço de Pediatria e Obstetrícia da PUC não pode fechar. AJUDE SALVAR!

Vamos ajudar, foram esses profissionais que ajudaram nosso filho Davi, GRANDES profissionais que tem a oportunidade de estudar e aprender nesse hospital.
Eles precisam muito desse lugar para estudar, e nós já precisamos desse atendimento, muitas pessoas precisam.
Um dos hospitais mais disputados em um vaga na UTI, sim é muito difícil de conseguir uma vaga, pois é um hospital de REFERÊNCIA Ah maioria dos hospitaisda região que precisam de UTI principalmente quando se trata de CIRURGIA PEDIÁTRICA, procuram vaga para mandar seus pacientes para lá.
ENTÃO NÃO PODEMOS DEIXAR FECHAR!!!
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Estudantes e comunidade médica em luta pelo Materno São Lucas

13/03/2020 às 15:30, por Redação – União Nacinal dos Estudantes (UNE)

Comunidade médica e estudantes protestam contra fechamento dos serviços 
Divulgação Página Salve Materno Infantil PUC

Atendimento de serviços pediátricos em Porto Alegre pode ficar prejudicado e estudantes de medicina sem prática adequada

Nos últimos dias 4 e 5 de março, Corpo Clínico, Funcionários, Acadêmicos e Residentes do Hospital São Lucas/PUC, em Porto Alegre no Rio Grande do Sul, foram surpreendidos com a notícia do fechamento num prazo máximo de 60 dias, de todos os serviços Materno-Infantil.

Pague meia-entrada: Solicite agora seu Documento do Estudante 2020!

A orientação é de uma possível transferência de todas as atividades para o Hospital Presidente Vargas, mas os profissionais garantem que a instituição não possui condições estruturais para absorver todo o serviço.

“Temos um serviço de referência em várias especialidades como uti pediátrica, uti neo, ambulatório, cirurgias, um programa de cirurgia da epilepsia que é mundialmente reconhecido, temos pacientes que vem de outros países fazer esse tratamento aqui que oferece cura, e tudo isso vai ser perdido, a população vai perder, porque não tem como realocar em outros locais o que temos aqui”, afirmou a médica residente Natássia Mirana Sules em entrevista para a TV.

A comunidade acadêmica destaca que a descontinuidade dos serviços trará graves consequências para a Saúde Pública do Estado, afetando seriamente o ensino médico, inúmeros projetos de pesquisa e, principalmente, a população da Grande Porto alegre e de todo nosso estado. Só em cirurgias pediátricas são mais de 1500 realizadas por ano, as emergências chegam a mais de 1800 atendimentos por mês. A cirurgia para epilepsia destacada pela médica só é realizada em apenas cinco locais no país.

De acordo com o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Marcelo Matias cerca de 75% dos atendimentos do São Lucas são pelo SUS. “Fechando a maternidade deixariam de fazer 150 partos pelo SUS e 50 por meio de outros convênios por mês”, destacou.

Para ele qualquer mudança precisa trazer garantia da manutenção da qualidade do atendimento à população.

Salve o Materno Infantil PUC

Existe uma mobilização para salvar as atividades da área materno-infantil no Hospital. Foi disponibilizado um site com mais informações e uma petição online contra o fechamento.

A justificativa para o fechamento por parte da PUC é o prejuízo financeiro causado por esses setores e a inversão da pirâmide etária no RS, justificativa, que por sinal, não é condizente com os últimos dados do IBGE. De acordo com o Instituto cada 11 minutos e 32 segundas, em média, a população do Rio Grande do Sul aumenta, e isso se dá através do nascimento de crianças.

A comunidade médica reclama da falta de diálogo para a proposição de soluções e de transparência sobre o déficit financeiro em números claros e exatos.

Os estudantes temem pela qualidade o ensino que lhes foi prometida pela “melhor universidade privada do país” e pela melhor Pós-Graduação em Pediatria do Brasil.

Possível fechamento de setor Materno-Infantil do Hospital São Lucas mobiliza médicos e estudantes

por Jornal do Comércio

Reunião de estudantes, médicos e servidores trata dos impactos e reações ao fechamento do serviço

Reunião de estudantes, médicos e servidores trata dos impactos e reações ao fechamento do serviço

SIMERS/DIVULGAÇÃO/JCFernanda CrancioA possibilidade de fechamento do setor Materno-Infantil do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica (Pucrs) está mobilizando médicos e estudantes de Medicina da instituição. A notícia não foi confirmada pela universidade, mas desde a tarde de quarta-feira (4) a diretoria do hospital vem comunicando servidores e chefias do setor de obstetrícia e ginecologia da intenção de transferir partos e atendimentos para o Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (HMIPV), que pertence ao município, em um prazo de 60 dias.Alertada por servidores e alunos, a diretoria do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) acompanhou nesta quinta-feira (5) as mobilizações de profissionais e estudantes, surpreendidos com a notícia, e reuniu-se com a direção do São Lucas para esclarecer a questão. “O que ocorre, de uma forma atrapalhada, é o vazamento de uma negociação que inclui a transferência de parte do ensino e do atendimento materno-infantil para o Presidente Vargas. Eles disseram a professores e chefias que o processo estaria avançado e aconteceria em 60 dias”, alerta o presidente do Simers, Marcelo Matias.Questões financeiras e a necessidade de redução de custos estariam por trás da decisão da Pucrs em transferir os serviços para o hospital municipal. Por meio de nota, a universidade não confirma o fechamento do setor nem a cessão dos serviços, mas afirma que o São Lucas está passando por um amplo movimento de reposicionamento e que “as transformações, previstas para ocorrer em 2020, estão embasadas em estudos sólidos realizados nos últimos dois anos, com a participação de consultorias especializadas, contratadas pela entidade mantenedora do HSL”. Segundo o texto, “tão logo os projetos sejam finalizados, serão divulgadas com total transparência para a comunidade”.A Secretaria da Saúde de Porto Alegre não quis se manifestar a respeito, mas afirma que a o contrato do município com o São Lucas está em fase de renovação. Para o presidente do Simers, a medida afeta não apenas os profissionais e alunos da instituição, mas compromete diretamente a qualidade do serviço prestado à população de Porto Alegre. “Cerca de 75% dos atendimentos do São Lucas são pelo SUS. Fechando a maternidade deixariam de fazer 150 partos pelo SUS e 50 por meio de outros convênios por mês”, comenta Matias.Além disso, a estrutura do HMIPV não estaria preparada para absorver a demanda, que exigiria um planejamento a longo prazo, ampliação da estrutura técnica e do número de profissionais, segundo ele. “Qualquer mudança precisa trazer garantia da manutenção da qualidade do atendimento à população e, dessa forma, o São Lucas estaria colocando em xeque o futuro do atendimento materno-infantil à população de Porto Alegre”, reforça o dirigente do Simers.O assunto chegou aos alunos de Medicina da Pucrs e residentes que atuam no São Lucas na manhã desta quinta-feira (5). Surpresos, muitos tentavam confirmações com professores e chefes dos serviços de obstetrícia e ginecologia. Um grupo liderado pelo Diretório Acadêmico do curso chegou a realizar manifestações contra a medida, a divulgar cartazes nas redes sociais e uma petição eletrônica foi lançada, sob o título “Salve a materno-infantil do HSL Pucrs”. Para esta sexta-feira (6), às 7h45min, os estudantes planejam um grande ato contra a medida, que ocorrerá em frente à reitoria da Pucrs.

Reunião discute possibilidade de fechamento de setor do Hospital São Lucas

09/03/2020 | 13:31 Por Cláudio Isaías, Correio do Povo

Na tentativa de evitar o fechamento do setor materno-infantil e obstetrício do Hospital São Lucas da Pucrs, a direção do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e profissionais da pediatria estiveram reunidos com a direção da instituição de saúde

Na tentativa de evitar o fechamento do setor materno-infantil e obstetrício do Hospital São Lucas da Pucrs, a direção do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e profissionais da pediatria estiveram reunidos com a direção da instituição de saúde | Foto: Maria Amélia Vargas / Divulgação / CP

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Na tentativa de evitar o fechamento do setor materno-infantil e obstetrício do Hospital São Lucas da PUCRS, a direção do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e profissionais da pediatria estiveram reunidos nesta segunda com a direção da instituição de saúde. No encontro, eles trataram sobre o futuro do hospital que poderá ter mudanças no prazo de até 60 dias e que poderão resultar no fechamento do setor que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a comissão formada por médicos residentes e estudantes de Medicina, mais de 80% das demandas da unidade são SUS e a população de Porto Alegre ficaria desassistida. Com o fechamento, o setor e o ensino seriam transferidos para o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, o que segundo Simers, levaria a desassistência e a perda de qualidade na assistência dos partos que ocorrem na cidade. 

Já a PUCRS divulgou nota em que informa que em período de negociação para renovar o contrato de prestação de serviços junto à Secretaria Municipal de Saúde, a instituição de saúde está reposicionando seu foco de atuação. Para garantir a relevância social e a sustentabilidade, estudos realizados em quase dois anos por consultorias e equipes internas apontam a necessidade de mudanças imediatas. Diversas possibilidades estão sendo consideradas.

O diretor-geral do Hospital São Lucas da PUCRS, Leandro Firme, disse que as necessidades da população e da formação de profissionais, quando o hospital foi fundado, há mais de 40 anos, eram muito diferentes das necessidades que existem hoje.

“Essa mudança está exigindo uma adaptação em todo o sistema de saúde. Além disso, o modelo do hospital, no cenário atual, se tornou insustentável. Para continuar oferecendo atendimento de qualidade à sociedade e formação de excelência precisamos de mudanças imediatas”, ressaltou Firme. As iniciativas para o reposicionamento do hospital devem acontecer ao longo do primeiro semestre de 2020 e serão detalhadas a todos os públicos envolvidos assim que estiverem claramente definidas.

Possibilidade de fechamento do setor materno-infantil do Hospital São Lucas provoca apreensão entre pacientes e familiares

por GaúchaZH

Lucas Abati / Agência RBS
No domingo, alunos se reuniram na Redenção para protestar contra possível fechamento da alaLucas Abati / Agência RBS

Ex-coordenador médico da Unidade Materno-Infantil do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e hoje chefe do Serviço de Obstetrícia do hospital, João Steibel comentou no Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, nesta segunda-feira (9), o possível fechamento do setor materno-infantil e obstetrício da instituição. Segundo o médico, a ação seria “inviável”, visto que o hospital é uma referência na área de atendimentos.

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— É essa a briga que nós temos. Foi colocado pela administração que a solução é fechar. Sabemos que o prejuízo do hospital como um todo é grande. A direção fez o estudo, mas não nos foi colocado que o problema era o materno-infantil — reforçou Steibel.

Mais cedo nesta segunda-feira, também em entrevista ao Gaúcha Atualidade, o diretor-técnico do São Lucas, Saulo Bornhorst, afirmou que ainda não existe definição sobre um possível fechamento. Estudos estão sendo feitos, e uma resposta deve ser divulgada em até 60 dias.

Atualmente, 78% dos atendimentos da unidade materno-infantil são feitos via Sistema Único de Saúde (SUS), afirma Steibel. Apenas 22% são convênios. Conforme o médico, um dos problemas seria a questão contratual com o sistema. O local realiza em torno de 200 partos por mês, atuando assim na sua capacidade máxima.

— Temos condições de realizar esses 200 atendimentos e ficamos no teto. O que causa esse problema todo é uma contratualização do SUS que paga um “X” e cobra “2X”. Aí não tem jeito — desabafou.

— Nós contratamos 200 partos. Se fizermos menos de 190, somos penalizados. Se fizermos 201, somos penalizados e ainda nos multam. Isso é apenas um dos problemas. Outros são questões de gestão, com certeza — completou.

Uma reunião entre profissionais do São Lucas e reitoria foi realizada ainda na manhã desta segunda. Conforme Steibel, após o término do encontro, houve o “sentimento” de que o fechamento sairia do escopo de possibilidades. A equipe ainda deverá apresentar um plano de redução de custos da unidade.

Possibilidade de fechamento do setor materno-infantil do Hospital São Lucas provoca apreensão entre pacientes e familiares

por GaúchaZH

A possibilidade de fechamento do setor materno-infantil do Hospital São Lucas tem gerado protestos de estudantes da Faculdade de Medicina da PUCRS e da comunidade e provocado apreensão entre pacientes e familiares.  A reportagem de GaúchaZH circulou pelo local na manhã desta segunda-feira (9) para conferir a situação de quem depende dos atendimentos da instituição pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  

A empresária Jaqueline Barbosa Rodrigues Cadigune, 33 anos, ficou sabendo nos corredores de que a filha poderá nascer em outro hospital.

— Tive consulta hoje e ninguém falou nada. Foi uma funcionária que me chamou de canto e me disse que eu poderia ficar sem o parto aqui pelo São Lucas — conta, ao frisar que o 4º andar do hospital, onde fica o setor materno-infantil, estava lotado.

Grávida de 38 semanas, ela e o marido Luís Paulo Cadigune, 38, estão esperançosos de que a filha consiga nascer no Centro Obstétrico da PUCRS.

— Como está perto dela nascer, espero que dê tudo certo. É muito ruim ficar com esse medo justo agora, na reta final — desabafa.

Hipertensa e com uma gestação de risco, Jaqueline fez todo o acompanhamento da gravidez pelo SUS.

— Seria muito difícil trocar de equipe médica agora. Ainda mais conseguir vaga em outro hospital — salienta Cadigune.

Do lado de fora, Vanessa dos Santos Moura, 17, foi pega de surpresa ao saber que o São Lucas poderia ficar sem atendimento pediátrico. Natural de Arroio do Tigre, no Vale do Rio Pardo, ela vem a Porto Alegre duas vezes por mês para garantir atendimento ao filho, Fernando Hidersmann, com dois anos.

— Ele foi diagnosticado com anemia desde um aninho de idade. Faz seis meses que iniciamos o tratamento aqui na PUCRS. O atendimento é maravilhoso. Na minha cidade não tem pediatria, não sei o que vou fazer se perder essa vaga — relata.

Protesto de estudantes

Mateus Bruxel / Agencia RBS
Universitários, residentes e funcionários participaram de uma manifestação contra o fim de serviços pelo Hospital São LucasMateus Bruxel / Agencia RBS

Durante a manhã, acadêmicos do curso de Medicina da PUCRS e funcionários do hospital realizaram uma manifestação na entrada principal da instituição, onde ficam as salas da diretoria. Com cartazes na mão defendendo a manutenção do setor materno-infantil, os estudantes cobravam uma resposta definitiva sobre o fechamento ou não da unidade.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o diretor-técnico Saulo Bornhorst afirmou que o hospital contabiliza um déficit de R$ 200 milhões e o fechamento de alguns serviços é estudado para retomar a sustentabilidade financeira da instituição. Mas ressaltou que o encerramento do setor é uma dentre outras possibilidades, e que um estudo feito em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deve ficar pronto em um prazo de 60 dias.

— São possibilidade que estamos estudando. Ainda não temos nada definido. Temos equipes trabalhando nisso e devemos ter uma definição em até dois meses — afirma.

De acordo com Bornhorst, o Centro Obstétrico teve, em média, 229 partos mensais no ano passado. Já em 2018, a média foi de quase 280 partos por mês.

— Uma maternidade para ser sustentável e se pagar precisaria realizar cerca de 400 partos mensais em média — afirma.

Questionado sobre as dificuldades financeiras da instituição, Bornhorst reiterou que o hospital precisa “se atualizar” para não correr risco de “suspender outros atendimentos”.

— O São Lucas tem uma importância não só para a saúde de Porto Alegre, mas para muitos pacientes do Rio Grande do Sul e de fora do Estado. Estamos trabalhando para garantir que ele continue tendo essa relevância, principalmente em alta complexidade — declara.

Contrato mantido até definição

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o secretário da Saúde de Porto Alegre, Pablo Stürmer, afirmou que está acompanhando a situação e está estudando alternativas para manter a sustentabilidade financeira do hospital. Enquanto isso, o contrato entre a prefeitura e a instituição, para serviços prestados pelo SUS, segue em vigor.

A alternativa proposta pela direção do hospital é fechar o centro materno-infantil e investir em serviços de alta complexidade, como a oncologia. Para isso, a Secretaria Municipal da Saúde estuda como absorver a média de 200 partos mensais realizados pelo São Lucas. A possibilidade seria transferir os atendimentos para o Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, que é do município.